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Fluido refrigerante Freon 410A Nova embalagem do fluorquímico também está sendo introduzido no México e na Argentina, informa indústria química americana | Foto: Divulgação

 

 

A Chemours está introduzindo no mercado latino-americano o fluido refrigerante Freon 410A em cilindro descartável de 650 gramas e com válvula de segurança para evitar acidentes.
Segundo a indústria química americana, o fluorproduto já está disponível em toda a rede de distribuidores da marca no Brasil, Argentina e México.
“A nova embalagem do Freon 410A foi criada para ampliar nosso portfólio voltado ao mercado de reposição e atender os refrigeristas que não precisam da quantidade integral das tradicionais botijas de 11,35 quilos, ou ainda para facilitar o transporte e manuseio do produto durante serviços de manutenção e instalação de sistemas de climatização residencial e comercial”, diz o engenheiro mecânico Carlos Augusto Ribeiro, líder de vendas de fluorquímicos da subsidiária brasileira.
A substância, classificada como atóxica e não inflamável (A1) pela Associação Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado (Ashrae, na sigla em inglês), é uma mistura binária composta pelos hidrofluorcarbonos (HFCs) R-125 (50%) e R-32 (50%), desenvolvida para substituir hidroclorofluorcarbono (HCFC) R-22 em novos equipamentos de média e alta temperatura de evaporação, projetados exclusivamente para trabalhar com o R-410A, principalmente condicionadores de ar.
“O lançamento do Freon 410A em cilindro menor explicita, mais uma vez, nosso compromisso de longa data com os profissionais de refrigeração e ar condicionado. Afinal de contas, somos líderes em inovação nessa indústria há 90 anos”, diz o gestor, ao salientar que o produto está sendo lançado, primeiramente, na América Latina.
“Trazer essa inovação para cá fortalece a atuação da nossa marca na região como um todo e mostra, mais uma vez, que estamos sempre atentos às demandas dos nossos clientes”, acrescenta.
Segundo a Chemours, os sistemas de ar condicionado e as bombas de calor que operam com o Freon 410A possuem desempenho até 45% superior aos similares que utilizam o R-22, fluido refrigerante que está sendo banido do mercado mundial pelo Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, tratado internacional estabelecido em 1987.
A empresa ressalta que o Freon 410A é compatível apenas com lubrificantes à base de poliol éster (POE) e apresenta pressão e capacidade de refrigeração significativamente mais altas que as do R-22. Por essa razão, seu uso não é recomendado para substituição do R-22 em sistemas existentes.

 

 

Fonte: Blog do Frio

Você já se perguntou quais são os critérios utilizados pela Embraco para definir qual fluido refrigerante será utilizado em uma linha de compressores? Por exemplo, por que atualmente a empresa utiliza o R134a e o R600a para linha doméstica e comercial leve?

Conheça os passos seguidos para fazer a escolha:

Critério 1: O que os fabricantes oferecem como opção?

Em primeiro lugar, é importante destacar que a Embraco não desenvolve fluidos refrigerantes. Portanto, para fazer a escolha do refrigerante ideal, ela analisa o que está sendo produzido e proposto pelos fabricantes. Então, dentro de uma lista de opções, são selecionados alguns fluidos para teste, os quais se enquadram nas exigências que vamos explicar abaixo.

Critério 2: O fluido tem todas as características exigidas?

Do ponto de vista técnico, o fluido deve ser escolhido para atender às características físicas e químicas ideais para um refrigerante. Sendo assim:

• As pressões de operação em função das temperaturas de condensação e evaporação devem ser adequadas para um sistema de refrigeração;

• Para utilização doméstica, os fluidos não podem ser tóxicos;

• Precisam ter compatibilidade química e estabilidade com o óleo e os outros componentes do compressor, ou seja, tem que se adaptar muito bem com o compressor.

Critério 3: Como esse fluido se comportou nos testes?

Alguns refrigerantes se enquadram nas exigências citadas acima, mas na hora em que são utilizados, nem sempre se adaptam muito bem com o compressor. Por isso, a Embraco realiza testes para ver como o fluido se comporta quando utilizado em suas linhas de compressores. Nesse contexto, os fluidos R134a e R600a atenderam todos os critérios, tornando-se boas opções para a linha doméstica de compressores.

Sustentabilidade e novas legislações guiam as mudanças

Quando o assunto são os fluidos refrigerantes, temos que considerar que existe uma grande discussão sobre o seu uso. Essa é uma preocupação que surge por parte dos governos desenvolvidos e outras empresas que buscam minimizar o grau de agressão ao meio ambiente. Por exemplo, desde que se constatou o impacto negativo que os CFCs tinham para a camada de ozônio, o seu uso foi gradualmente banido. Atualmente, buscam-se novas alternativas para os HCFCs (hidroclorofluorcarboneto) e HFCs (hidrofluorocarbonetos). A procura é por fluidos que não agridam a camada de ozônio e que possuam um baixo potencial de agravamento do efeito estufa. Nesse contexto, os fluidos refrigerantes naturais (HCs) se tornaram boas opções para serem utilizados no mercado de refrigeração. Nessas circunstâncias, o gás refrigerante natural R600a tem sido mundialmente eleito pelos principais mercados, como Europa, EUA e Brasil como uma excelente alternativa de substituição para os hidrofluorcarbonetos.

Existem riscos na utilização do R600a?

Quando se fala na aplicação do refrigerante natural R600a, surge uma grande preocupação. Por ser inflamável, questiona-se se a utilização desse fluido é realmente segura. Dentro desse contexto, os fabricantes tomam medidas de precaução para que não haja risco para o usuário final. São elas:

  • É utilizada uma quantidade pequena nos sistemas de refrigeração;
  • Os componentes elétricos não geram faíscas;
  • O projeto do sistema é todo pensado para, em caso de ter um vazamento, não ter grande concentração, ou seja, o fluido é inflamável, mas não explosivo.

Por esses motivos citados acima, o R600a não oferece riscos no seu uso na refrigeração e não tem impacto negativo ao meio ambiente. Ainda assim, esse é um ponto que está sendo discutido pelo governo dos EUA. Eles buscam por outra alternativa para a refrigeração doméstica, a qual hoje ainda não existe. O mercado japonês, por exemplo, utiliza o HFO, que não é inflamável, mas na presença de calor gera óxidos que são venenosos. Isso quer dizer que atualmente não há nenhuma alternativa que atenda as exigências de segurança, os pré-requisitos ambientais (não agredir a camada de ozônio e ter um baixo potencial de efeito estufa) e que, ao mesmo tempo, não seja inflamável.

Fonte: Clube da Refrigeração