Sistema de água gelada | Foto: Shutterstock Proliferação de micro-organismos em sistemas de ar condicionado parados representa risco adicional à covid-19, alerta engenheiro | Foto: Shutterstock

 

Mesmo em hibernação ou funcionando parcialmente em função da pandemia de covid-19, os sistemas hidrônicos de climatização e refrigeração, assim como outras instalações hidráulicas prediais, exigem manutenção preventiva, a fim de evitar, especialmente, a proliferação de micro-organismos em suas tubulações.

Embora importante para a saúde das pessoas, principalmente as que trabalham em edifícios corporativos, fábricas, shoppings, escolas e universidades, o tema não tem recebido a merecida atenção de autoridades, de parte dos profissionais do mercado do frio e da imprensa.

De outro lado, a longa parada dos equipamentos causada pelas medidas de quarentena, por exemplo, tem preocupado entidades, empresas especializadas e profissionais como o engenheiro químico Marcos Bensoussan, diretor da divisão águas da NSF International para América Latina.

O renomado especialista chama a atenção para o risco de formações microbiológicas e a consequente contaminação dos sistemas de ar condicionado central dos edifícios, especificamente pela bactéria Legionella pneumophila, levando ao adoecimento das pessoas quando houver o retorno ao trabalho após a quarentena.

Segundo ele, a presença desta e de outros tipos de bactérias se dá pelo pouco fluxo de água nos equipamentos hidráulicos, inclusive com a evaporação do cloro presente em águas paradas em torneiras, mangueiras, chuveiros, encanamentos, torres de resfriamento, entre outros locais.

As anomalias nessas instalações podem ser detectadas com a realização de testes da qualidade da água, por meio de laboratórios certificados e credenciados para esse tipo de serviço, informa Bensoussan.